Mês da Saúde do Pulmão - Um artigo sobre Asma

Mês da Saúde do Pulmão - Um artigo sobre Asma

Mês da Saúde do Pulmão - Um artigo sobre Asma

Esta semana, no âmbito do Mês da Saúde do Pulmão, a Dra. Lília Santos, Médica Pneumologista (cédula profissional nº 5471) nas clínicas Polidiagnóstico, escreve sobre a Asma. Uma doença "crónica caracterizada por uma inflamação constante dos brônquios".

A asma é uma doença muito comum, que muitos têm e que outros têm sem saber, uma vez que é uma doença ainda muito pouco valorizada.

Sintomas como tosse seca, falta de ar, chieira no peito e sensação de aperto no peito que se arrastam ao longo do tempo e que se intercalam com períodos sem sintomas podem ser devidos a agudizações de asma, que as pessoas chamam vulgarmente de “crises”. Estas podem ser desencadeadas por constipações, alergias, exercício físico, choro, riso, mudanças de temperatura ou pela falta de medicação de controlo.

Apesar de se caracterizar por agudizações que se intercalam com períodos sem sintomas, a asma é uma doença crónica que se carateriza por uma inflamação constante dos brônquios causando a diminuição do seu calibre, e na grande parte dos casos, precisa de medicação de controlo diária. A medicação tem como objetivo o controlo desta inflamação, a melhoria dos sintomas e a diminuição da probabilidade de novas agudizações que, quando acontecem podem deixar danos irreversíveis na função pulmonar e numa situação extrema causar a morte. Assim, o reconhecimento dos sintomas é essencial para um diagnóstico e tratamento corretos.

O diagnóstico de asma é essencialmente feito com bases na história de sintomas suportado pela presença de uma obstrução reversível dos brônquios que pode ser documentado através da realização de um exame chamado espirometria.

O seu tratamento baseia-se no uso de inaladores, o que permite que a medicação tenha um melhor efeito local, com alívio mais rápido dos sintomas e efeitos secundários quase inexistentes. No entanto, isso implica que os doentes conheçam muito bem o seu inalador e que realizem a técnica inalatória sem erros, de forma a que a quantidade certa de medicamento chegue aos brônquios e não fique “retida pelo caminho”. Para além disso, é importante tratar também algumas doenças que podem acompanhar e, ao mesmo tempo, agravar os sintomas de asma, como a rinite, obesidade, ansiedade e a depressão. Também o tabagismo diminui a ação da medicação de controlo e influencia de forma muito negativa a progressão da doença, pelo que a cessação tabágica é um fator de grande importância no seguimento de um doente asmático.

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, os asmáticos podem e devem manter uma prática de exercício físico regular, desde que seja feito com intensidade progressiva e precedido de um bom aquecimento. O cansaço que pode surgir com a prática de exercício muitas vezes é devido a descondicionamento físico ou à necessidade de ajustar a medicação de controlo. É também um dos objetivos da medicação que os doentes asmáticos tenham a menor limitação possível na sua vida diária.

Não desvalorize os seus sintomas, a asma bem medicada permite-lhe ter uma vida sem quaisquer limitações.




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